Como foi o caso do Nacional.
Se no jogo com o Zenit ainda usaram um pouco da famosa esperteza saloia portuguesa para conseguir aqui e ali irritar o adversário, já nas Antas mostraram coragem e vontade de jogar e independentemente da derrota, isso é sempre de louvar.
Frente ao emblema russo previa-se grandes problemas para a equipa portuguesa, muito por força da diferença de estatutos alcançados nos últimos anos. E se o Zenit está alguns furos abaixo daquela equipa que conquistou a taça UEFA em 2008, não seria sensato nem justo dizer que a equipa de São Petesburgo não tem mais nada a oferecer ao futebol russo e europeu.
Portanto a vitória da equipa da Madeira não deixa de ser um belo feito, não obstante ter sido pela margem minima. Foi realmente uma vitória de uma mentalidade de equipa vencedora. Uma equipa que se dispôs a jogar futebol, quase sempre com uma única preocupação, aquela de fazer golos.
Resta esperar que os russos estejam desinspirados na segunda mão porque apesar da qualidade exibida pelo Nacional, parece-me que o Zenit continua em boa posição para passar esta eliminatória. Pois se na primeira mão foram surpreendidos por uma equipa sem dúvida para eles desconhecida e que com certeza subestimaram, na segunda mão e tendo em conta o início de época nada favorável para o Zenit, vão com certeza querer mostrar o porquê de serem um nome conhecido à volta da Europa nos últimos anos.
A isto convém aliar o facto de terem do seu lado agora as condições metereológicas e o seu público que apesar da recente má forma da sua equipa, com certeza marcará presença em bom número no estádio Petrovsky para apoiar numa competição que lhes deu o tal estatuto.
Por isso boa sorte ao Nacional que bem o merece.
Principalmente porque depois no jogo contra o Porto voltou a não desiludir, proporcionando assim a todos os que viram, aquele que é sem dúvida o melhor jogo de futebol do campeonato português esta época. Tarefa não muito dificil tendo em conta a qualidade dos jogos até agora mas este jogo ficou afirmadamente vários furos acima de qualquer outro. Pelo menos até ao penalty.
O Nacional decidiu arriscar jogar de igual para igual, ou quase, com o Porto e quase que se deu bem. Mas o que há a salvaguardar é realmente um belo espéctaculo de futebol aberto e atacante, mais por parte do Porto, é certo, mas isto só se deu devido à grande diferença de qualidade entre as duas equipas e também porque, parece-me a mim, os madeirenses estavam um bocado em baixo de forma, fisicamente, muito por culpa do jogo para a Liga Europa.
Portanto o Nacional fez o que pôde e se é verdade que só sofreu golo devido a um penalty duvidoso que os premiou também com 2 expulsões, a verdade é que se não sofreu antes foi simplesmente porque o Porto não fez uma grande partida. E aí está o único senão deste embate. Se era bastante claro que ambas as equipas queriam ganhar, também foi bastante óbvio que a única razão pela qual o nulo na partida se manteve durante tempo foi porque do lado da equipa alvinegra, não havia pernas para mais e do lado da equipa do dragão, porque realmente ainda está um grupo de jogadores à procura da melhor maneira de formarem uma real equipa.
Foi frequente ver jogadores portistas a recorrerem demasiadas vezes ao individualismo e a falharem estrondosamente aquando das tentativas de jogarem em equipa. Mais uma vez, parece-me óbvio que esta adaptação irá levar o seu tempo mas que o Porto, tendo em conta a realidade do futebol nacional, irá encontrar essa equipa mais do que a tempo para ser como sempre um dos maiores candidatos à conquista do campeonato. Falcão e Belluschi em particular a mostrarem-se como jogadores de grande qualidade e que parecem estar rapidamente a adaptar-se ao nosso futebol, sendo que o colombiano poderá ter um pouco mais de dificuldades tendo em conta que se trata da sua primeira experiência deste lado do atlântico.
De qualquer modo, o Porto apesar de isto e aquilo, vai cumprindo e somando pontos. Na invicta respira-se tranquilidade que embora seja uma ilusão para já, não parece ser tão descabida de se projectar para um futuro bem próximo. O Porto não fez um grande jogo e o Nacional também não, mas foi um bom e animado jogo de futebol com duas equipas que apesar de longe dos seus reais potenciais, mostraram vontade de jogar e vencer. E isso será sempre de louvar.
Em relação ao penalty, não me parece que tenha existido. Parece-me isso sim que têm-se assinalado demasiado penaltys em que a bola é rematada à queima roupa e vai de encontro à mão de um adversário que pouco ou nenhum tempo tem para se retirar de cena.
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