Wednesday, 26 August 2009

E aqueles que se atrevem a ser grandes

Como foi o caso do Nacional.

Se no jogo com o Zenit ainda usaram um pouco da famosa esperteza saloia portuguesa para conseguir aqui e ali irritar o adversário, já nas Antas mostraram coragem e vontade de jogar e independentemente da derrota, isso é sempre de louvar.

Frente ao emblema russo previa-se grandes problemas para a equipa portuguesa, muito por força da diferença de estatutos alcançados nos últimos anos. E se o Zenit está alguns furos abaixo daquela equipa que conquistou a taça UEFA em 2008, não seria sensato nem justo dizer que a equipa de São Petesburgo não tem mais nada a oferecer ao futebol russo e europeu.

Portanto a vitória da equipa da Madeira não deixa de ser um belo feito, não obstante ter sido pela margem minima. Foi realmente uma vitória de uma mentalidade de equipa vencedora. Uma equipa que se dispôs a jogar futebol, quase sempre com uma única preocupação, aquela de fazer golos.

Resta esperar que os russos estejam desinspirados na segunda mão porque apesar da qualidade exibida pelo Nacional, parece-me que o Zenit continua em boa posição para passar esta eliminatória. Pois se na primeira mão foram surpreendidos por uma equipa sem dúvida para eles desconhecida e que com certeza subestimaram, na segunda mão e tendo em conta o início de época nada favorável para o Zenit, vão com certeza querer mostrar o porquê de serem um nome conhecido à volta da Europa nos últimos anos.

A isto convém aliar o facto de terem do seu lado agora as condições metereológicas e o seu público que apesar da recente má forma da sua equipa, com certeza marcará presença em bom número no estádio Petrovsky para apoiar numa competição que lhes deu o tal estatuto.

Por isso boa sorte ao Nacional que bem o merece.

Principalmente porque depois no jogo contra o Porto voltou a não desiludir, proporcionando assim a todos os que viram, aquele que é sem dúvida o melhor jogo de futebol do campeonato português esta época. Tarefa não muito dificil tendo em conta a qualidade dos jogos até agora mas este jogo ficou afirmadamente vários furos acima de qualquer outro. Pelo menos até ao penalty.

O Nacional decidiu arriscar jogar de igual para igual, ou quase, com o Porto e quase que se deu bem. Mas o que há a salvaguardar é realmente um belo espéctaculo de futebol aberto e atacante, mais por parte do Porto, é certo, mas isto só se deu devido à grande diferença de qualidade entre as duas equipas e também porque, parece-me a mim, os madeirenses estavam um bocado em baixo de forma, fisicamente, muito por culpa do jogo para a Liga Europa.

Portanto o Nacional fez o que pôde e se é verdade que só sofreu golo devido a um penalty duvidoso que os premiou também com 2 expulsões, a verdade é que se não sofreu antes foi simplesmente porque o Porto não fez uma grande partida. E aí está o único senão deste embate. Se era bastante claro que ambas as equipas queriam ganhar, também foi bastante óbvio que a única razão pela qual o nulo na partida se manteve durante tempo foi porque do lado da equipa alvinegra, não havia pernas para mais e do lado da equipa do dragão, porque realmente ainda está um grupo de jogadores à procura da melhor maneira de formarem uma real equipa.

Foi frequente ver jogadores portistas a recorrerem demasiadas vezes ao individualismo e a falharem estrondosamente aquando das tentativas de jogarem em equipa. Mais uma vez, parece-me óbvio que esta adaptação irá levar o seu tempo mas que o Porto, tendo em conta a realidade do futebol nacional, irá encontrar essa equipa mais do que a tempo para ser como sempre um dos maiores candidatos à conquista do campeonato. Falcão e Belluschi em particular a mostrarem-se como jogadores de grande qualidade e que parecem estar rapidamente a adaptar-se ao nosso futebol, sendo que o colombiano poderá ter um pouco mais de dificuldades tendo em conta que se trata da sua primeira experiência deste lado do atlântico.

De qualquer modo, o Porto apesar de isto e aquilo, vai cumprindo e somando pontos. Na invicta respira-se tranquilidade que embora seja uma ilusão para já, não parece ser tão descabida de se projectar para um futuro bem próximo. O Porto não fez um grande jogo e o Nacional também não, mas foi um bom e animado jogo de futebol com duas equipas que apesar de longe dos seus reais potenciais, mostraram vontade de jogar e vencer. E isso será sempre de louvar.

Em relação ao penalty, não me parece que tenha existido. Parece-me isso sim que têm-se assinalado demasiado penaltys em que a bola é rematada à queima roupa e vai de encontro à mão de um adversário que pouco ou nenhum tempo tem para se retirar de cena.

Monday, 24 August 2009

E as diferenças entre lá e cá.

Benfica na Europa ganhou sem jogar muito.

O Benfica não foi extraordinário. Goleou e tendo em conta a disparidade na qualidade e experiência futebolistica, era exactamente isso que lhe era pedido. No entanto como todos sabemos, e ainda bem que assim é, o futebol não é uma ciência. O Poltava mostrou-se uma equipa extremamente defensiva e bastante esclarecida a atacar, apesar de raramente o ter feito, fruto da pressão alta exercida pelos jogadores Benfiquistas.

Notou-se mais uma vez que o Benfica poderá ter um (pelo menos) real problema para esta época que é a notória falta de alternativas no sistema de jogo. Jesus quer a equipa a jogar o futebol rápido com combinações várias entre os mais variados elementos de meio campo e ataque. No entanto, se o adversário concentra praticamente toda a equipa no seu meio campo, torna-se bastante complicado encontrar espaços, fazendo com que a linha defensiva veja mais bola do que aquela que queria e do que aquela com a qual parece estar confortável a ter no pé. Conclusão, foi um desastre ver Luizão e David Luiz, principalmente este último, a tentarem o passe longo para terra de ninguém ou de ninguém da sua própria equipa que tivesse capacidade de efectivamente discutir lançes aéreos com os ucranianos.

No entanto, com alguma insistência e por vezes bom futebol, encontraram-se espaços e fez-se aquele tipo de jogo que foi responsável pela tal euforia na pré-epoca. E se realmente no campeonato português há que competir contra equipas extremamente defensivas e com propensão para o anti-jogo, nesta partida felizmente tiveram apenas de combater a primeira dificuldade. E como esta equipa do Poltava não é grande espingarda, de tempo a tempo foram permitindo algumas entradas por parte dos jogadores encarnados.

Benfica em Guimarães ganhou mas pouco fez para tal.

Frente ao Guimarães a história foi um pouco diferente. A equipa de Nelo Vingada foi uma equipa fraca em termos de futebol e forte em termos de anti-jogo. E quando assim é torna-se complicado conquistar grandes coisas.

Num festival de faltas inexistentes assinaladas contra ambas as equipas, houve pouco a retirar de bom.

O Guimarães por exemplo, não quis jogar futebol. Praticamente todos os seus jogadores arrancaram pelo menos uma falta a Pedro Proença. Nuno Assis foi para mim a maior decepção, um jogador com inquestionável qualidade técnica e parecendo ser um jogador inteligente, passou o jogo deslumbrado consigo mesmo ao invés de puxar pela equipa e realmente fazê-la jogar. Caso o tivesse feito, parece-me que o Guimarães podia ter ido bem mais longe. No entanto, Nelo Vingada parecia mais do que feliz com as ocorrências no relvado portanto quanto a ele, a equipa jogou perfeitamente.

Pedro Proença teve uma noite completamente normal de acordo com os padrões de arbitragem portuguesa. Ou seja, um jogador sofre o minimo contacto, cai e quase sempre é falta. Um jogador cai e rebola (com a adição de reclamações dos jogadores da mesma equipa e adeptos) e é falta com direito a cartão. Jogadores insultam o árbitro na cara deste e nada acontece. Tudo dentro da normalidade. O penalty foi um clarissimo erro mas de Flávio Meireles que com certeza teve uma branca naquele momento e a falta para o livre que deu o golo enquadra-se perfeitamente no critério usado para o resto do jogo.
No entanto os seus colegas tiveram um jogo desastroso. Pelo menos um fora de jogo mal assinalado, outro por assinalar e vários erros no campo do canto/pontapé de baliza.

E o Benfica não fica isento de culpas. No geral, foi um susto de jogo a fazer lembrar as últimas épocas. A pressão alta desapareceu por completo. A equipa parecia estar completamente partida, sem ligação entre sectores. E os jogadores de meio campo pareciam estátuas. Ficava tudo preso às alas e depois era Aimar no centro sem se mexer enquanto os avançados ficavam a ver navios na frente. Onde ficou a rotatividade? Onde ficou a constante procura de espaços para poder dar linhas de passe à defensiva? Parecia o mesmo Benfica dos últimos anos, sem imaginação, sem visão periférica. Jogadores a olharem só para a frente, por um canudo, sem noção do que se passava no resto do campo.

No entanto, o que interessa nesta fase do campeonato, é a conquista dos 3 pontos. Até porque a fé na equipa e treinador continuam. Jesus que aliás me deu mais alguns motivos para gostar dele, mostrando não ter problema nenhum em substituir fosse quem fosse, colocando sempre os interesses da equipa em primeiro lugar. Aimar, Di Maria e Saviola foram nulidades em campo e felizmente dois deles foram substituidos bem a tempo, independentemente de Keirrison não estar ainda minimamente adaptado.

Em termos de prestações individuais, Javi Garcia está claramente a tornar-se no patrão da equipa da Luz, sempre ele a fechar a loja à hora certa.

Fábio Coentrão está a começar a mostrar a qualidade que já há muito lhe tinha sido atribuida. Parece-me que debaixo da alçada de um treinador tão exigente como Jesus, muito possa ser aproveitado com este jogador.

Weldon tem feito aquilo que se pede a um ponta de lança. Tem mostrado alguns pormenores bastante interessantes mas ainda serão necessários muitos mais testes e com mais tempo de jogo para se poder afirmar que é um jogador à altura da responsabilidade tremenda de facturar por um clube como o Benfica.

David Luiz está a estragar-se e parece-me que é excesso de confiança. Ele é dos que mais me irrita no decorrer de 90 minutos e isto porque ele mostra ter um potencial enorme e no entanto tem estado tão mal. Em termos tácticos já o tinha referido, é uma nódoa. Não percebe a movimentação em bloco dos seus colegas da defesa. E em termos ofensivos, é passe errado atrás de passe errado e muitas vezes precedido de uma boa tirada defensiva. Parece-me ser total displiscência por parte do jovem brasileiro.

Di Maria, depois de uma pré época inspirante, parece voltar a ser apenas potencial não confirmado. Dá-me a entender que o esquerdino argentino ainda não encontrou modo de se adaptar ao futebol português, onde ele não tem todo o espaço que gosta de ter para poder seguir de bola no pé em corrida desenfreada. No entanto, caso o Benfica consiga desenvolver o estilo de futebol que Jesus tanto parece apreciar, talvez Angel consiga encontrar nesse modelo de jogo, um modo de poder também aprimorar o seu próprio estilo dentro da realidade que é o futebol em Portugal.

Wednesday, 19 August 2009

E do outro lado da segunda circular

Não vi o jogo com muita atenção porque realmente não pude mas do que vi, surpreendeu-me nalguns aspectos e mostrou-me mais uma vez a razão que eu penso ser o porquê de esta equipa do Sporting não ter conseguido conquistas de valor nos anos recentes.

Em termos da surpresa foi o facto da equipa não se ter deixado ir abaixo com o primeiro golo sofrido tão cedo no jogo, o que tendo em conta os ainda recentes desaires europeus e o menos que auspicioso começo de campeonato, poderia fazer crer que o jogo dos Leões iria congelar logo aos 6 minutos e nada mais conseguir senão deixar a Fiorentina jogar.

No entanto o Sporting mostrou alguma maturidade mental nesse campo, mantendo a sua estrutura coesa e, apesar de não ter feito um jogo por aí e além, certamente mostrou que tem um grupo de jogadores com muito potencial e que a jogarem em equipa poderão realmente fazer muitos estragos no campeonato português e talvez também na Liga dos Campeões caso a segunda mão lhes corra de feição.

Esta equipa verde e branca tem um sistema de jogo que realmente me agrada, a utilização de médios ala é algo que nos tempos que correm parece realmente retrógado sendo que no entanto muitas equipas ainda o fazem e algumas com muito exito. No entanto, a utilização de 4 médios, todos com qualidade técnica acima da média, que tenham alta rotatividade entre si dentro de campo em constante criação de novas linhas de passe é um sistema que, desde que apoiado por avançados que saibam movimentar-se dentro e fora da área e que saibam jogar de costas para a baliza, também com qualidade técnica acima da média, permitindo integrarem-se no jogo de passe rápido do meio campo, oferece as mais variadas soluções ofensivas e se juntarmos isso a uma pressão alta, permite à equipa apanhar o adversário em desvantagem por se encontrar defensivamente desorganizado e já com a bola tão perto da sua baliza.

Este sistema de jogo de qualquer modo provém já do tempo do Boloni. Um treinador que foi vitima do habitual nervoso miudinho (leia-se falta de paciência e inteligência) sempre presente no futebol português.

Mas há muito que não funciona em Alvalade. A começar pelo estado animico dos jogadores, com quezilias várias com o seu próprio treinador que não parece saber lidar com outros seres humanos. E também o facto de, e isto é o ponto fulcral no meu entender, que no Sporting parece-me que se sofre de mentalidade de clube pequeno que é mais reconhecivel no modo como se pratica o anti-jogo, partida após partida. O simples facto de terem um capitão que é afirmadamente um dos jogadores que mais mergulha no nosso campeonato, mostra logo o tipo de influência que há por parte de jogadores e equipa técnica para que se pense pequeno. E falo de mentalidade de clube pequeno porque é realmente incrivel como os dois principais pontos de referência no futebol Sportinguista sejam também aqueles que mais mergulham. Jogadores com uma qualidade inegável, Liedson e Moutinho, são talvez tão ou ainda mais reconhecidos pelas suas qualidades teatrais.

Agora resta ver como vai entrar o Sporting em jogo em Itália, tendo em conta que vai ter de assumir as rédeas de jogo e caso consiga colocar-se em vantagem na eliminatória, terá de seguida de não sucumbir aos instintos de defender a todo o custo um resultado tão incerto como a impermeabilidade do seu sector mais recuado.

Parece-me que mais do que a Fiorentina, o maior adversário que os Leões vão encontrar em Florença serão eles mesmos.

Monday, 17 August 2009

E o meu Benfica

Pois, não fiquei surpreendido com nada do que se passou. Ao fim ao cabo, não vivendo em Portugal e não convivendo por cá com portugueses, nunca me deixei contaminar pela suposta euforia sobre a qual muito li nos jornais desportivos.

Mais uma vez, assim como no jogo do Porto, também na Luz houve uma quantidade absolutamente ridicula de anti jogo. Não se julgue que foram apenas o Maritimo e o Paços os responsáveis por isto mas realmente, sendo estes os clubes mais pequenos e tendo ambos se colocado em vantagem no marcador, é normal que estes sejam os que mais o praticaram.

O Benfica joga um bom futebol, ou pelo menos tenta. No entanto, devido a tudo o que já referi e que toda a gente sabe sobre a realidade do futebol português, joga um tipo de futebol que me parece condenado ao fracasso devido à sua agressividade na pressão alta que é realmente um dos factores de maior importância na táctica de Jorge Jesus. Também o facto de o Maritimo, como a maior parte das equipas em Portugal quando diante dos três grandes, ter passado grande parte do jogo com 10 jogadores atrás da linha da bola resultou numa quase total neutralização do futebol de passe curto que o Benfica tão bem mostrou durante a pré época. E deu a entender que o futebol directo nunca será uma alternativa viável para a equipa da Luz devido à inexistência na frente de jogadores com um porte minimamente atlético, exceptuando o Cardozo.

Em relação aos casos do jogo, não me interessa realmente. Só gostava de ver esclarecida a questão da paradinha. É legal ou não? Não percebo. É que uma coisa é abrandares enquanto ainda nem sequer deste o último passo antes de rematar, outra é teres já pé de apoio junto da bola e parares completamente o pé com o qual vais rematar de modo a provocares o mergulho do guarda redes para um lado, para que possas de seguida rematar para o outro.

O Benfica no entanto, com um pouco mais de trabalho na defesa e muito maior acerto na finalização, poderá eventualmente colher alguns muito bons frutos com esta mentalidade incutida pelo extremamente sério e profissional Jorge Jesus.

Sidnei tem estado caótico na passagem para o ataque. E David Luiz em termos tácticos está uma brutal nódoa. Espero que o Jesus lhes dê muito na cabeça porque realmente dois jogadores tão promissores como eles têm de fazer os possiveis e impossiveis para limar todas as arestas, alguma bastante agudas, que neste momento ainda possuem.

Força Benfica, sem receios nem inseguranças só porque o primeiro jogo não correu como esperado. Não eram bestiais e também não são bestas como muito se fala na terra de Camões.

E começa a Festa

Não vou opinar em relação ao Sporting cujo jogo realmente não vi mas vi o jogo do Porto e infelizmente vi tudo aquilo que tem sido o futebol português nos últimos anos. E que tem tido sempre tendência para piorar.

Um jogo extremamente mal jogado com uma quantidade ridicula de situações de anti jogo. Mais por parte do Paços como é "normal", não só por serem em teoria a equipa mais fraca mas também porque se viram em vantagem no jogo desde muito cedo e portanto como é habitual decidiram que melhor do que tentar jogar futebol é realmente tentar fazer com que a equipa adversária não o faça.

É ridiculo que se vanglorie este comportamento por parte de jogadores e técnicos. Somos todos cumplices da miséria que se passa nos relvados portugueses. Esqueçam as tretas do compra-se um árbitro ou dois. A verdade é que pior que os árbitros são todos os que estão em redor destes e que os pressionam de todas as maneiras possiveis e imaginárias mesmo à frente do nosso nariz. Jogadores e treinadores não mostram um pingo de respeito pelo homem do apito. Usam-no como bode expiatório para os seus insucessos desportivos e claro, a massa associativa vai na cantiga ao invés de exigir maior profissionalismo por parte daqueles que representam o seu clube.

Voltando ao jogo, o Porto realmente não parece estar tão forte como no ano passado mas também acredito que vai ser só durante uns tempos que a equipa azul e branca irá apresentar um futebol menos convincente que nas passadas épocas o que é normal porque é uma adaptação grande aquela que está a ser feita por parte duma equipa que se vê sem duas peças fundamentais nos sucessos de anos passados. No entanto, no caso do Porto, tendo tantos troféus conquistados no passado recente, irá sempre ter uma maior estabilidade mental e um apoio mais ou menos incondicional por parte dos adeptos para reencontrar esse patamar exibicional.

Acho que esta época o Hulk poderá perder-se um pouco. A pressão de ser agora o ponto de referência na equipa poderá afectar um jogador que quanto a mim, não tem lugar no futebol português. Um jogador que tem notória qualidade e que mostra ter grande margem para progredir peca apenas por estar num campeonato que não vê com bons olhos o seu tipo de jogo agressivo e que irá sistematicamente prejudicá-lo com jogadores a mergulharem a cada toque e com árbitros a irem mais uma vez atrás desses péssimos exemplos de profissionais de futebol. A agressividade de Hulk é de salutar, afinal de conta, estamos a falar de um desporto e não de crochet, mas infelizmente ele vai acabar por se ver de mãos e pernas atadas e depois como consequência pode ter algumas atitudes menos felizes.

O Falcão é um jogador que já via jogar há algum tempo e que admiro muito. Parece-me que poderá dar muitas alegrias ao FCP assim que se adaptar ao nosso futebol. E assim como ele está a equipa, ainda a adaptar-se às mudanças e no entanto a conseguir resultados. Coisa que é bastante frequente no Porto, apesar de situação A ou B, acabam quase sempre por conseguir o resultado. Hoje foi um empate mas foi contra uma equipa que pouco quis jogar e foi reduzido a 10 unidades portanto, nada de preocupante me parece que se avizinhe para os lados do Dragão.